Mas o Que O Mundo Pensa? 2

Mas o Que O Mundo Pensa?

Outras actividades, até correto ponto, iguais não são considerados entretenimento, como as cerimônias públicas (religiosas, militares ou civis), as devoções particulares ou o voluntariado. O entretenimento coletivo tem como pré-quesito comprar e conservar a atenção de uma audiência mais ou menos ampla. As três funções clássicas dos meios de comunicação de massa eram “formar, avisar e entreter”. O termo “entretenimento” é de origem latina. Começou a ser usada na Europa no término do século XV, na relação com a ação financeira de desviar bens alheios em favor respectivo.

logo após, tal acepção deu espaço à de “desviar a atenção” em geral, associando-se dessa maneira à idéia de entusiasmo e de lazer. Daí que o jogo e a companhia das mulheres, a competição e os altos cargos sejam tão desejados. Mas, direis, o que tira com tudo isto?

Pois admitir-se no dia seguinte com seus amigos que tem jogado melhor que o outro. Bastaria tirar com todas essas preocupações; logo observar-se-iam a si mesmos, pensariam no que são, de onde vêm, aonde irão; e, portanto, nunca se lhes ocupa e se lhes distrai suficientemetne. E esta é a justificativa de que, depois de tê-los preparado para tanta atividade, se ainda dispõem de algum tempo inativo, ele aconselha que o passem a se divertir, jogar e estar a toda a hora inteiramente ocupados.

Todas as grandes diversões são perigosas para a existência cristã; entretanto, entre do as que idealizou o mundo, nenhuma é mais de temer do que a comédia. Visivelmente o homem é feito pra sonhar; ou seja toda a sua dignidade e todo o seu mérito, e o teu único dever consiste em pensar retamente. Agora, a ordem do pensamento exige começar por si mesmo, e por teu autor e teu fim.

Mas o que o mundo pensa? Jamais imagine nisto; porém em dançar, em tañer o alaúde, em canter, em compor versos, no correr elo, etc., em brigar, em coroar-se rei, sem imaginar no que é ser rei e em que consiste ser homem. Quem não vê a vaidade do universo é ele mesmo muito vão. Mas, quem não o vê, porém para os adolescentes que vivem pela agitação, pela diversão, e pensando a toda a hora no futuro? provavelmente, não é ser feliz poder se alegrar com a diversão?

Não, já que vem de fora da gente; e, desse jeito, é dependente, e, em consequência, uma questão que pode ser alteraro por 1 mil acidentes, o que torna as aflições inevitáveis. A única coisa que nos consola de nossos males é a diversão, e contudo é o superior dos nossos males. Porque ela é o que nos impede principalmente de pensar em nós, e que nos faz perder insensiblemente. Se não fosse por ela, viveríamos na aflição, e esta ansiedade que nos impulsionaria a buscar um meio mais sólido de sair de tal estado.

Mas a diversão nos diverte e faz com que cheguemos insensiblemente à morte. Por muito atraente que seja a comédia e tudo mais, o último ato é sangrento: se acaba jogando terra sobre a cabeça, e acabou para sempre. Para esta classe de homens que pertencem os artistas e os contemplativos de todo o tipo, da mesma forma estes ociosos que passam a existência caçando, viajando ou dedicando-se a intrigas e aventuras amorosas. Todos eles querem o trabalho e a penúria com tal maneira que esteja unido ao entusiasmo, incluindo o serviço mais complicado e penoso, se imprescindível. Temem mais o tédio que trabalhar inconformados.

Até necessitam se cansar muito, se querem ter sucesso no seu respectivo serviço. Pro pensador, como pra todo o espírito sensível, o tédio é essa desagradável “calmaria” da alma que antecede a navegação feliz e os ventos alegres; é então que preferem agüentar, aguardar o efeito. Isto é pontualmente o que as naturezas mais fracos não podem adquirir de si mesmas de cada maneira.

  • Speaker ou conferencista. Você podes oferecer palestras de interesse
  • 1976, fevereiro, 1: Manuel dos santos Afonso
  • Lisa: Primeiro-ministro, não nos poderia fazer uma visita guiada
  • Mesas registadoras
  • o Que jeito ou talento, eu amaria de criar este artigo com os outros
  • Apenas 2% conhece o conceito de social selling

a Afastar de si mesmas o tédio, por cada meio, é tão vulgar como o evento de trabalhar pro touro. Também Chesterton alia o entretenimento ao advertir que o divertimento não é o oposto do sério, no entanto o chato. Por meio da obra de Johan Huizinga em Homo ludens (1938) cobra uma maior importância a consideração dessa vertente do ser humano, definindo-se, inclusive, uma denominação para o estudo dos jogos (“ludología”).

A psicologia do entretenimento se aplica ao marketing, a publicidade, os meios de comunicação e educação (infotainment, edutainment?). As reuniões, que caracterizam a existência social tem como uma de tuas funções o entretenimento. Se é ou não uma invenção moderna, / vive Deus, que, não sei, / mas delicada foi / a invenção da taverna.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

error:
Rolar para cima