O Espetacular Cortijo Extremeño Do Xeque Dono Do Manchester City 2

O Espetacular Cortijo Extremeño Do Xeque Dono Do Manchester City

O xeque Mansour Al Nahyan, dono do rival do Real Madrid, tem uma domínio que mede 8.000 campos de futebol. Em torno de 55 milhões de euros têm a culpa. A venda aconteceu no ano anterior por quarenta milhões de euros, mais quinze de cargas associadas. Passeando pelas intermináveis colinas do latifúndio, achado no município de Valencia de las Torres -700 habitantes-, uma pergunta que lhe foi perdido nesse lugar o xeique famoso por ser o dono do Manchester City.

O time de futebol inglês vai encarar o Real Madrid pela próxima quarta-feira na Champions League. Nos quatro bares do público seguirão a eliminatória com mais interesse do que nunca. Paco, o dono do botequim Sol. Acompanhados a todo o momento por amigos estrangeiros de apelidos impronunciables entretanto donos de linhas aéreas, grandes imobiliárias ou da própria Coca-Cola. Desde que foi noticiado, a fazenda e a cidade de Valencia de las Torres se tornou um centro de peregrinação para centenas de famílias desempregadas em procura de alguma peonada que ser levados à boca. “Por momentos parecia uma romaria.

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tiveram que pôr uma cerca no acesso, já que todos os dias se colocava automóveis à procura de escritórios pra deixar seus currículos. Mas, no encerramento, nada de nada”, alega José Luis, enquanto apura um vinho no bar do Pantera, no centro de Valencia de las Torres.

O homem está retornando ao público depois de trinta anos emigrado em Galdakano, País Basco, onde chegou a metade destes valencianos extremenhos nos anos 60, pra trabalhar em fábricas como a Firestone. A busca de emprego foi tal, que a empresa compradora, a comunidade East & West Investimentos Spain SL, solicitou auxílio ao Município para canalizar a esses trabalhadores.

Hoje, no Consistório acumula quase uma centena de currículos pra trabalhos relacionados com a construção. José Luis García, empregado da fazenda. A indecisão é enorme. Do Bem-Vindo Mr. Xeque passaram diretamente para a encerramento do video. A grau oficial se percebe um clima excêntrico. Na Prefeitura, nem sabem, nem ao menos respondem no momento em que se lhes pergunta por o tipo de licenças de construção que pediram para os novos proprietários.

O que chama mais atenção é pra uma pista de pouso de 2,cinco km de comprimento e sessenta metros de largura. Também alegou-se de um gigantesco lago represando o rio Matachel e de um matadouro que siga as regras islâmicas (halal) pra, logo depois, exportá-la pro mundo árabe. Nem mesmo o presidente da câmara, Valentim Peres (PP), coloca-se ao telefone ou acede a dar uma entrevista.

“Seguro que lhe deram um toque pra que não responda já que esta gente não quer publicidade”, sentencia uma pessoa do fundo do balcão do botequim. E é que as semelhanças que faz com que o povo o recém-chegado lembram daquele ambiente delibeniano de seu romance Dos santos inofensivos. Fernando Guerra, oitenta e cinco anos, que trabalhou durante três décadas, enxotando perdizes, na propriedade pra que as espingardas dos senhores das matassem por centenas de uma só amanhecer. O povo chamam popularmente à propriedade como O Rusal, em razão de nela se descobre a fábrica de alimentos pra animais do mesmo nome.

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